Manual do V3RSec

Bem-vindo ao manual do V3RSec, a ferramenta de monitoramento de segurança e detecção de vazamento de dados da V3RTECH. Este manual explica, em linguagem simples, o que a ferramenta faz, quem a usa e como colocá-la para funcionar no estado atual do projeto.

Leitura rápida se você está perdido: comece por O que é o V3RSec (abaixo), depois vá para a trilha do seu papel — Operador de Segurança, Admin de Plataforma ou Cliente-operador (futuro). Se você só quer entender o que já funciona hoje, pule para Estado atual e limitações.

O que é o V3RSec

O V3RSec observa continuamente os ativos digitais da V3RTECH (como o V3RCondo, o site institucional e o site de cursos), detecta o que foge do normal em segurança, avisa quem precisa agir e guarda a evidência do que aconteceu.

Em uma frase: “A V3RTECH enxerga, em tempo quase real, o que acontece de relevante em segurança nos seus ativos digitais — e tem prova disso.”

Antes do V3RSec, a checagem de segurança era manual e reativa: alguém olhava os logs quando desconfiava. O V3RSec troca isso por vigilância automática e contínua, com alertas acionáveis e trilha auditável — importante inclusive para cumprir prazos regulatórios e contratuais (por exemplo, notificar um incidente ao parceiro de pagamentos em até 24 horas, ou à ANPD quando envolver dados pessoais).

O V3RSec é próprio e independente: roda na infraestrutura da própria V3RTECH (via docker compose), sem depender de nenhuma plataforma gerenciada de terceiros. É também multi-alvo (observa vários ativos ao mesmo tempo) e multi-tenant desde o início (preparado para, no futuro, atender clientes externos com dados isolados uns dos outros).

Para quem é (papéis)

Papel O que faz Disponível hoje
Operador de Segurança Configura os alvos, recebe e trata os alertas, investiga ocorrências e exporta evidência. É o papel do dia a dia. Sim (papel central do MVP)
Admin de Plataforma Cuida da infraestrutura: sobe a ferramenta, gerencia tenants, usuários, papéis e integrações. Fica fora do alcance de qualquer tenant. Sim (no MVP, uma pessoa acumula os dois papéis)
Cliente-operador Futuro: um cliente externo que opera o próprio tenant em autoatendimento. Ainda não — a fundação já está preparada, mas o autoatendimento é evolução planejada

No estágio atual, normalmente uma única pessoa (o fundador/técnico da V3RTECH) acumula os papéis de Operador e Admin. Ainda assim, a checagem de permissões já passa por uma camada única (RBAC), pronta para crescer.

Como o V3RSec funciona (visão de arquitetura em linguagem de usuário)

Você não precisa entender a engenharia para usar a ferramenta, mas conhecer o caminho que a informação percorre ajuda a interpretar o que você vê nas telas.

Fontes  →  Coletor  →  Armazenamento  →  Backend  →  Aplicativo (PWA)
(alvos)   (puxa/recebe   (guarda e         (decide      (você vê e age:
           os eventos)    indexa)           severidade,   saúde, ocorrências,
                                            agrupa,       notificações)
                                            alerta)
                                              │
                                              └─►  Alertas: push · e-mail · webhook · in-app
  1. Fontes (os alvos). Cada ativo monitorado emite ou expõe sinais de segurança — por exemplo, eventos de login, acessos a dados, sinais da borda de rede. Cada alvo tem um “teto de observabilidade”: o V3RSec só enxerga o que aquele alvo permite observar, nunca mais que isso.
  2. Coletor. Puxa (ou recebe) esses sinais de forma contínua e agendada, com prova de que a coleta aconteceu. Se uma fonte fica em silêncio, isso vira um sinal de alerta — silêncio pode significar cegueira, não “está tudo bem”.
  3. Armazenamento (OpenSearch). Guarda e indexa os eventos, com retenção quente (90 dias, consultável) e fria (até 1 ano, para auditoria).
  4. Backend. É o cérebro: recebe as detecções, define a severidade, agrupa eventos repetidos para não gerar ruído, cria a ocorrência e dispara os alertas.
  5. Alertas. Chegam por vários canais: push no celular, e-mail, webhook (para integrar com outros sistemas) e notificação in-app dentro do próprio aplicativo. Ocorrências críticas sempre também vão por e-mail.
  6. Aplicativo (PWA). É a tela por onde você opera: um aplicativo web instalável no celular (mobile-first) onde você vê a saúde dos alvos, a fila de ocorrências e a central de notificações.

Para o detalhe em linguagem de usuário, veja Referência: arquitetura.

Índice do manual